Necessária solidão

"É na solidão, onde cada um está entregue a si mesmo, que se mostra o que se tem em si mesmo.Nela, sob a púrpura, o simplório suspira, carregando o fardo irremovível da sua mísera individualidade, enquanto o mais talentoso povoa e vivifica com os seus pensamentos o ambiente mais ermo." Arthur Schopenhauer

quinta-feira, outubro 04, 2007

...pois Kant tinha razão.....






















A beleza faz nascer o amor ou é o amor que faz nascer a beleza? Você ama essa pessoa porque ela é linda ou ela é linda porque você a ama? Cercado por um número infinito de pessoas, podemos perguntar (olhando para ela enquanto ela conversa ao telefone ou jazz sentada à nossa frente na banheira) por que nosso desejo resolveu se acomodar nesse rosto particular, naquela boca ou nariz ou orelha particulares, por que aquela curva do pescoço ou aquela pinta na bochecha veio responder tão precisamente a nossos critérios de perfeição? Cada um dos amores que tivemos oferece diferentes soluções para o problema da beleza, e, no entanto, consegue redefinir nossa estética amorosa numa forma tão original e idiossincrática quanto a paisagem de seus rostos.

A visão kantiana da estética sustenta que as proporções de um corpo, em última instância, não são tão importantes quanto a forma subjetiva como esse corpo é visto. De que outra forma podemos explicar por que o mesmo corpo pode ser considerado bonito por uma pessoa e feio por outra? Isso explica a máxima de que "a beleza está nos olhos de quem a vê"....
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(*) Texto adaptado a partir de um escrito por Alain de Botton, romancista e filósofo inglês, autor de "Ensaios de Amor".

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